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Policiais penais anunciam greve e prometem parar presídios federais

Publicada em: 02/04/2026 10:44 -

O movimento é uma resposta à falta de avanço do governo federal na criação do Fundo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (Funcoc)

Policiais penais federais decidiram entrar em estado de greve e ameaçam paralisar o sistema penitenciário federal a partir da próxima segunda-feira (6/4).

A mobilização foi aprovada por unanimidade durante assembleia realizada nesta semana e deve afetar diretamente presídios de segurança máxima em todo o país.

A paralisação prevê a suspensão total das atividades não essenciais e a redução de até 50% dos serviços considerados essenciais. Na prática, serão mantidos apenas atendimentos básicos, como alimentação, banho de sol, visitas limitadas e assistência médica em casos de urgência.

O movimento é uma resposta à falta de avanço do governo federal na criação do Fundo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (Funcoc), considerado estratégico pela categoria para garantir investimentos em estrutura, segurança e valorização profissional.

“A ausência de convite às entidades de classe da Polícia Penal Federal e da Polícia Rodoviária Federal, evidencia diferenciação no tratamento para com às forças policiais que lutam diariamente contra o crime organizado em suas respectivas esferas de atribuição”, disse o presidente da Federação Nacional dos Policiais Penais Federais (FENAPPF), Gentil Silva.

Nos bastidores, o clima é de insatisfação crescente. A categoria reclama de ter sido inicialmente excluída das discussões sobre o fundo, o que foi interpretado como desvalorização dentro das forças de segurança pública.

Uma reunião realizada nesta semana no Ministério da Justiça, com participação de representantes da categoria, terminou sem acordo, aumentando a pressão por uma resposta imediata do governo.

A Polícia Penal Federal é responsável pela custódia de presos de alta periculosidade, incluindo líderes de organizações criminosas.

Entidades que representam a categoria afirmam que não aceitarão tratamento desigual em relação a outras forças policiais e defendem participação efetiva nas políticas de combate ao crime organizado.

O governo ainda não apresentou uma solução concreta para o impasse.

 

 

 

Mirelle Pinheiro-Metrópoles

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