A Prefeitura de Corumbá reuniu, nesta quarta-feira, 1º de abril, representantes da Defesa Civil, da área da saúde, do Corpo de Bombeiros e de outros órgãos para discutir estratégias de combate à dengue, chikungunya e zika. O encontro ocorreu na Sala de Situação da Defesa Civil e destacou a necessidade de ações integradas.
A principal estratégia discutida envolve o reforço do mapeamento de áreas críticas com o uso de drones. A tecnologia deve permitir a identificação de focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor das doenças, em locais de difícil acesso, como imóveis abandonados, terrenos elevados e caixas d’água instaladas em altura.
A gerente de Vigilância em Saúde, Walkiria Arruda da Silva, destacou que o município já avançou no mapeamento de bairros e que novas parcerias estão em articulação. Está prevista uma reunião com representantes da Marinha, com o objetivo de solicitar apoio logístico, incluindo recursos humanos e veículos para ações de campo, como remoção de reservatórios e aplicação de medidas de controle.
Outro ponto discutido foi o manejo de pneus descartados em borracharias, considerados importantes criadouros do mosquito. A proposta é substituir a simples notificação dos estabelecimentos por um sistema de coleta organizado por quadrantes, com apoio da Fundação de Meio Ambiente, evitando o descarte irregular.
Também foram discutidas ações para o controle de caixas d’água, especialmente aquelas em locais elevados. Nesses casos, o apoio do Corpo de Bombeiros será fundamental para garantir a segurança das equipes durante o acesso. O subcomandante do 3º Grupamento de Bombeiros Militar, Wagner Moreira Lopes, afirmou que a corporação está à disposição para colaborar.
O médico veterinário Alexandre Vasconcelos Cavassa ressaltou a importância das imagens aéreas para otimizar o trabalho do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ). “Já temos o mapeamento de áreas críticas, mas precisamos dessas ferramentas para identificar focos em imóveis fechados ou de difícil acesso”, afirmou.
A reunião também abordou a necessidade de intensificar a comunicação com a população. Entre as propostas estão campanhas educativas em redes sociais, com linguagem acessível, uso de infográficos e depoimentos de pessoas que já tiveram chikungunya. A intenção é ampliar a conscientização sobre o uso de repelentes, o comportamento do mosquito, que costuma permanecer dentro das residências, e a eliminação de criadouros.
Além disso, estão previstas ações em escolas e comunidades rurais, com foco na disseminação de informações de forma clara e direta. A capacitação de profissionais de saúde para o atendimento de casos de chikungunya também foi destacada.
Para o superintendente da Defesa Civil, capitão bombeiro Silvanei Coelho, a importância da ação está na proteção da vida. “O combate à chikungunya e à dengue exige resposta rápida, integração entre os órgãos e participação da população. A Defesa Civil atua na prevenção, no mapeamento de áreas de risco, na identificação de criadouros e no apoio às ações conjuntas, porque cada foco eliminado é um risco a menos para Corumbá. Essa união de esforços é fundamental para proteger a saúde pública e fortalecer a resposta do município.”
Participaram da reunião o superintendente municipal de Proteção e Defesa Civil, Silvanei Barbosa Coelho; o gerente de Defesa Civil, Thalles Carvalho; a gerente de Vigilância em Saúde, Walkiria Arruda da Silva; a coordenadora de Vigilância Epidemiológica, Mariângela Capurro de Paula; a coordenadora da Rede de Urgência e Emergência, Juciane Teixeira de Souza Silva; a gerente de Atenção em Saúde, Marcelly Moreira; o coordenador do CIEVS/Fronteira, Elyvelton da Silva; o médico veterinário do CCZ, Alexandre Vasconcelos Cavassa; o subcomandante do 3º Grupamento de Bombeiros Militar, Wagner Moreira Lopes; e o primeiro-tenente Hélio dos Santos Silva.
Dados atualizados da dengue, zika e chikungunya no município podem ser consultados em Painel de Vigilância em Saúde de Corumbá acessando o link: https://mapasaude.corumba.ms.gov.br/vigilancia/dengue
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