Evento promovido pela Pastoral do Migrante terá comidas típicas, apresentações culturais e celebração religiosa no dia 31 de maio, na Igreja de Fátima
A Pastoral do Migrante Diocesana realiza no próximo dia 31 de maio, em Corumbá, a
Festa de São João Batista Scalabrini e do Migrante. O evento será realizado no pátio da
Igreja Nossa Senhora de Fátima, das 9h às 15h, com programação religiosa, apresentações culturais e gastronomia típica de diferentes países e regiões do Brasil.
A programação começa às 7h30 com missa em homenagem a São João Batista Scalabrini, conhecido pela atuação junto às populações migrantes. Em seguida, o público terá acesso a pratos tradicionais preparados por comunidades estrangeiras e brasileiras que vivem na cidade.
A festa também contará com apresentações culturais e animação musical do grupo Sombras de América, além de danças típicas representando diferentes nacionalidades presentes em Corumbá.
Segundo a organização, a proposta do encontro é fortalecer a convivência entre brasileiros e imigrantes que vivem na região de fronteira. A expectativa é reunir representantes das comunidades boliviana, paraguaia, peruana, portuguesa, palestina e de outros grupos que ajudam a formar o cenário multicultural do município.
Atuação da Pastoral
A Pastoral do Migrante atua em Corumbá em meio ao intenso fluxo de estrangeiros que entram no Brasil pela fronteira com a Bolívia.
Atualmente, a maior parte dos atendimentos envolve bolivianos e venezuelanos, embora em anos anteriores o município também tenha registrado forte presença de haitianos em trânsito.
De acordo com o coordenador da pastoral, Arturo Ardaya, parte dos migrantes permanece na cidade e acaba integrada ao comércio local. “Os bolivianos na sua maioria passam direto sem parar em nossa cidade, há ônibus que os transportam desde a divisa, principalmente para São Paulo. Alguns ficam em Corumbá e se tornam feirantes ou pequenos comerciantes, mas há uma grande demanda de atendimento a migrantes venezuelanos, colombianos, e até argentinos”, afirmou.
Ele explica que a principal demanda dos estrangeiros atendidos atualmente envolve documentação para permanência no país, além de auxílio emergencial para deslocamento.
“A principal necessidade é a documentação para permanência, a qual ajudamos com orientação e algum apoio. Estamos acompanhando também duas famílias de venezuelanos que decidiram ficar em Corumbá, alugaram casas e estão em processo final de documentação”, relatou.
A pastoral também acompanha famílias em situação de vulnerabilidade, incluindo migrantes instalados em ocupações na periferia da cidade.
Segundo Ardaya, quando a rede pública não consegue absorver toda a demanda, igrejas e entidades parceiras acabam funcionando como pontos de apoio humanitário.
Entre as instituições que colaboram com o trabalho estão a Prefeitura de Corumbá, por meio da assistência social, o Centro Boliviano 30 de Março, associações de feirantes, a Diocese de Corumbá, além de entidades ligadas às comunidades portuguesa, paraguaia, peruana e árabe-palestina.
A atual comissão da Pastoral do Migrante começou a ser reorganizada em 2025, inicialmente para auxiliar nas tradicionais devoções marianas da comunidade boliviana. Desde então, o grupo ampliou a rede de apoio e passou a reunir representantes de diferentes nacionalidades.
Além da festa do dia 31, a pastoral já prepara o calendário de celebrações religiosas ligadas às comunidades migrantes. Em agosto começam as festividades dedicadas às virgens de Urkupiña e Copacabana, tradições fortemente ligadas à cultura boliviana.
Também estão previstas celebrações em homenagem a Santa Rita de Lima e outras devoções realizadas no fim do ano.
Segundo a organização, a Festa do Migrante busca justamente aproximar a população corumbaense dessas manifestações culturais e religiosas trazidas por estrangeiros que vivem na cidade.
Por redação!
