Criada para isolar lideranças criminosas e apoiar os entes federativos no enfrentamento ao crime organizado, a unidade inaugurou um modelo que redefiniu os padrões de segurança da execução penal brasileira
rasília/DF, 23/06/2026 - Inaugurada em 23 de junho de 2006, a Penitenciária Federal em Catanduvas (PFCAT) foi a primeira penitenciária federal de segurança máxima do Brasil. Criada com o principal objetivo de isolar lideranças das organizações criminosas do país e desarticular o comando de crimes de dentro dos presídios, a unidade inaugurou uma nova etapa no combate ao crime organizado e serviu de embrião para a Polícia Penal Federal.
A criação do modelo federal de segurança máxima, a partir da inauguração da PFCAT, representou uma mudança de paradigma na execução penal brasileira. Até então, a custódia desses presos era responsabilidade exclusiva dos estados. Com o Sistema Penitenciário Federal, a União passou a atuar de forma complementar, recebendo pessoas privadas de liberdade cuja permanência nos sistemas estaduais representam risco à ordem pública e à segurança dos estabelecimentos penais.
A PFCAT, assim como as demais unidades de segurança máxima, constitui uma ferramenta estratégica de apoio aos entes federativos no enfrentamento ao crime organizado. Para garantir elevados padrões técnicos de atuação e o cumprimento da Lei de Execução Penal (LEP), Policiais Penais Federais, Especialistas Federais em Assistência à Execução Penal e Técnicos Federais de Apoio à Execução Penal atuam diariamente na custódia, vigilância e gestão da unidade, assegurando a aplicação dos rigorosos protocolos do Sistema Penitenciário Federal em prol da segurança pública do país.
Ao completar duas décadas de atuação, a Penitenciária Federal em Catanduvas consolida-se como referência nacional em segurança máxima. Primeira unidade do Sistema Penitenciário Federal, tornou-se símbolo de um modelo baseado em disciplina, rigor técnico e aperfeiçoamento contínuo dos protocolos operacionais.
Em 20 anos de funcionamento, a unidade não registrou fugas nem a entrada de ilícitos em suas dependências, resultados que refletem a efetividade dos procedimentos adotados e o comprometimento dos profissionais responsáveis pela custódia, vigilância e gestão do estabelecimento.
Foi no interior do Paraná que nasceu um modelo de execução penal pautado na disciplina, no controle e na segurança, que contribuiu para redefinir os padrões de custódia de presos de alta periculosidade no país.

Divisão de Comunicação da SENAPPEN
