O ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, morreu na madrugada desta segunda-feira (13), na Santa Casa da Capital. Ele estava preso desde o dia 24 de março, quando foi detido após matar a tiros o auditor fiscal Roberto Mazzini.
No início deste mês, Bernal sofreu um infarto e passou por uma cirurgia para desobstrução de artérias, com implantação de stents. Após receber alta hospitalar, ele retornou ao Presídio Militar de Campo Grande.
Na última sexta-feira (10), a Justiça negou um pedido de prisão domiciliar apresentado pela defesa. Os advogados argumentaram que Bernal precisava cumprir repouso domiciliar por, no mínimo, 30 dias em razão de três procedimentos cirúrgicos recentes e alegaram que a estrutura do presídio não oferecia condições adequadas para o tratamento pós-operatório.
Na noite de sábado (11), o ex-prefeito voltou a passar mal no Presídio Militar e foi encaminhado à Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa. Conforme apurado, ele foi submetido a um novo procedimento cirúrgico na madrugada desta segunda-feira, mas não resistiu.
Réu por homicídio
No fim de junho, a Justiça determinou que Alcides Bernal fosse submetido a júri popular pelo assassinato de Roberto Mazzini. Na mesma decisão, o juiz Carlos Alberto Garcete, da 1ª Vara do Tribunal do Júri, manteve a prisão preventiva do réu.
O crime ocorreu em 24 de março, em um imóvel que havia pertencido a Bernal e que foi arrematado por Mazzini em leilão no ano passado. Na data do homicídio, o auditor fiscal compareceu ao local acompanhado de um chaveiro para tomar posse da residência.
Segundo a investigação, Roberto Mazzini foi atingido por pelo menos dois disparos, que acertaram a região das costelas e as costas. Equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas e realizaram cerca de 25 minutos de manobras de reanimação, mas a vítima morreu ainda no local.
Após o crime, Alcides Bernal se apresentou espontaneamente na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Centro. O chaveiro que testemunhou o homicídio foi conduzido ao Centro Integrado de Polícia Especializada (Cepol) para prestar depoimento.
Por redação !
